<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539645970390769618</id><updated>2012-02-16T13:19:54.156-08:00</updated><title type='text'>Maysa em O Globo</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://maysanoglobo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539645970390769618/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maysanoglobo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Lira Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A9qGCFC40AY/SkUTTwjDi3I/AAAAAAAAG_M/pn1KAxBsVKg/S220/liraneto2.png'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5539645970390769618.post-3803701236392044356</id><published>2007-06-02T07:06:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T13:26:30.298-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_A9qGCFC40AY/RmF7NOL4SGI/AAAAAAAAAkI/ZS5rK5ZX9aE/s1600-h/globo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071470122472327266" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_A9qGCFC40AY/RmF7NOL4SGI/AAAAAAAAAkI/ZS5rK5ZX9aE/s400/globo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Duas biografias reerguem o mundo de Maysa&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os muitos amores, a música, a depressão e os 30 anos da morte da cantora são retratados em novos livros&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;JOÃO MÁXIMO&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Maysa acaba de se tornar a mulher mais biografada em livro de toda a história da música popular brasileira (depois, é claro, de Carmen Miranda). Primeiro, foi o perfil traçado em 2004 por José Roberto Santos Neves: &lt;em&gt;Maysa&lt;/em&gt; (coleção "Grandes nomes do Espírito Santo", Contexto Editora). Agora, são dois volumes mais ambiciosos, lançados por ocasião dos 30 anos de sua morte: &lt;em&gt;Meu mundo caiu — A bossa e a fossa de Maysa&lt;/em&gt;, de Eduardo Logullo (Editora Novo Século) e &lt;em&gt;Maysa — Só numa multidão de amores&lt;/em&gt;, de Lira Neto (Editora Globo).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E por que mais Maysa que outras mulheres de vida e carreira tão biografáveis quanto as suas, casos de Elis Regina, Dalva de Oliveira, Isaura Garcia, ou mesmo de Chiquinha Gonzaga, a quem já foram dedicadas duas biografias? Resposta: nenhuma viveu tão plenamente suas canções, nenhuma teve vida tão dramática, nenhuma foi tão fascinantemente rebelde, tão à frente do seu tempo, e certamente nenhuma somou tanto carisma à força de uns olhos verdes nos quais Manuel Bandeira viu "dois oceanos não pacíficos".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Livros têm abordagens diferentes da cantora&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Esta grande personagem — tão grande quanto a cantora e bem maior que a compositora — está presente nos três livros. De forma singela, no de Santos Neves (resenhado pelo autor destas linhas no GLOBO de 21 de novembro de 2005). Apaixonada, no de Logullo. E realista, no de Lira Neto. A escolha do leitor fica por conta de até onde vai sua curiosidade por Maysa e de que modo prefere satisfazer essa curiosidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Se em linhas gerais, sem maiores aprofundamentos, vale o primeiro livro. Se o leitor aceita a romantização da história, melhor é o segundo. Mas, se quer mesmo saber quem foi Maysa, sua vida, sua música, seu tempo, o mundo em que viveu, tudo isso numa narrativa jornalística (os três autores, aliás, são jornalistas), deve ir direto ao terceiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É verdade que Lira Neto dispôs de trunfos valiosos a que os outros autores não tiveram acesso, o maior dos quais ter recebido de Jayme Monjardim, filho único de Maysa, um baú contendo preciosa memorabilia (segundo diz, mais de cem mil recortes de jornais e revistas, fotos raras e o diário íntimo que ela manteve dos 16 anos até a morte). Mas de nada adiantaria esse tesouro se o autor não soubesse administrá-lo e, mais que isso, enriquecê-lo com entrevistas, depoimentos, pesquisa. Como também de pouco adiantaria se Lira Neto não contasse sua história com a clareza que o jornalismo exige.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E como é essa história? Dramática do começo ao fim. É tanto a história da moça bonita e inteligente que fez sucesso sucesso como cantora e compositora quanto a da artista que, nos últimos anos, ainda jovem, não se encontra no teatro e na pintura. É tanto a da dama de sociedade, de sobrenome Matarazzo, quanto a da mulher que manda marido e filho às favas para viver a vida que quer viver. É tanto a da criatura ousada, disposta a enfrentar o preconceito e a intolerância à sua volta, como a que, vencida, tenta várias vezes o suicídio. É tanto a da pessoa corajosa, decidida a levantar seu mundo toda vez que ele cai, quanto a do ser triste, de temperamento instável, derrotado pela depressão e pelo alcoolismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há a Maysa de uma multidão de amores, todos condenados ao fracasso, como há a Maysa só, "enfossada", sem esperança, querendo distância do mundo ("Tenho medo apenas do que não depende de mim: amar e não ser amada, por exemplo").&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O abandono do filho, dos 8 aos 16 anos, num colégio interno da Espanha, é das passagens mais impressionantes do livro. Maysa cuidava de sua carreira, inclusive no exterior, enquanto Jayme assistia sozinho, pela TV do colégio — em recesso, durante as férias — o Brasil ser tricampeão no México (é de se suspeitar, na doação do baú a Lira Neto, um gesto com algo de catártico).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Amores infelizes, muitos, entremeiam seus grandes momentos no palco e no disco. O primeiro foi o marido, André Matarazzo, cujo interesse por dona Inah, mãe de Maysa, bem pode ter acelerado seu grito de independência. Impressionante, ainda, a relação de ódio e amor com a imprensa da época. De ódio, pelas críticas e fofocas de que foi vítima. De amor, porque adorava ser entrevistada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Já o livro de Logullo é mesmo, como o primeiro capítulo já deixa claro, uma biografia romanceada, que ele prefere chamar de "jornada interpretativa", com direito a deduções e a não-foi-mas-poderia-ter-sido. Romanceada no estilo e na imaginação. No estilo, pela constante e gratuita inserção de versos de canção num texto onde o jornalista cede lugar ao literato. E na imaginação pela descrição dos últimos momentos de Maysa ao volante da Brasília que a levava pela Ponte Rio-Niterói.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pois Logullo nos diz quantos cigarros ela fumou desde Copacabana, que canção de Sinatra ela ouviu no cassete do carro, sua intenção de beber alguma coisa numa lanchonete de Niterói, a falta de reflexos no instante do desastre, tudo isso estando ela sozinha no carro. Os detalhes são narrados, segundo o autor, com "escrita viva, escrita que pulsa". Um exemplo: "Água brilhando, olha a pista chegando. Súbita. Olha a pista do meio chegando. Maysa puxa o carro para a pista da direita. A Brasília faz ziguezague. A motorista vai dançar. Seu corpo todo, balançar. Trepidação. O carro atravessa duas pistas à esquerda. Maysa tem reflexos menos rápidos que as leis da física. Olha a pista chegando, olha os cabos de aço raspando na lateral esquerda, olha a mureta de concreto chegando. E vamos aterrar. O impacto, o impacto, o impacto. No vago aflita olhando. Choque, ruído, vidro craquelado, a força do volante no tórax, assento ejetado, medo, o ser e o nada, o ser é nada. Estou morrendo de saudades..."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Eu queria ser Maysa", confessa um dos biógrafos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não apenas o "Samba do avião", mas muitas outras músicas gravadas ou feitas por Maysa alastram-se pelo texto até o fim do livro. Logullo é mais que um fã. "Eu queria ser Maysa", confessa. Rejeitando o acabamento acadêmico, a linearidade e a isenção autoral adotados por Lira Neto, ele opta por uma narrativa pessoal, apaixonada, provocante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Contudo, original e interessante que seja o resultado, muitas vezes fica-se sem saber ao certo onde, na história contada por ele, terminam suas "reentrâncias pessoais" e começa a verdadeira história de Maysa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A se comparar os dois livros, diga-se que, enquanto Lira Neto usa seu estilo jornalístico para falar de Maysa, Logullo usa Maysa para exercitar seu estilo de escritor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5539645970390769618-3803701236392044356?l=maysanoglobo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maysanoglobo.blogspot.com/feeds/3803701236392044356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5539645970390769618&amp;postID=3803701236392044356' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539645970390769618/posts/default/3803701236392044356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5539645970390769618/posts/default/3803701236392044356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maysanoglobo.blogspot.com/2007/06/duas-biografias-reerguem-o-mundo-de.html' title=''/><author><name>Lira Neto</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A9qGCFC40AY/SkUTTwjDi3I/AAAAAAAAG_M/pn1KAxBsVKg/S220/liraneto2.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_A9qGCFC40AY/RmF7NOL4SGI/AAAAAAAAAkI/ZS5rK5ZX9aE/s72-c/globo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
